Proibição dos cassinos: motivo político ou religioso?

A proibição dos cassinos no Brasil, em 30 de abril de 1946, pelo presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra, retirou o entretenimento de milhares de frequentadores e o emprego de mais de 53 mil trabalhadores dos 71 cassinos que existiam no Brasil naquela época.

Existem duas teses que explicam a proibição do jogo no Brasil em 1946, sendo uma religiosa e outra política. A primeira e mais difundida pelos livros de história seria que o Presidente Marechal Eurico Gaspar Dutra, teria sido ‘induzido’ a proibir os cassinos pelo Ministro da Justiça, Carlos Luz, pelo Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jayme de Barros Câmara e pela esposa, Dona Carmela ‘Santinha’ Dutra, uma religiosa fervorosa.

A tese política mais parece uma conspiração, mas tem algum sentido. O presidente Getúlio Vargas liberou os cassinos em 1934. Segundo o que se comentava à época, o empresário Joaquim Rolla, dono dos cassinos da Urca, Atlântico, Icaraí (Niterói), Quitandinha (Petrópolis), seria o testa-de-ferro de Benjamin Vargas (irmão de Getúlio), o que nunca foi provado. Dizia-se que os cassinos funcionavam como caixa dois de Getúlio.

Benjamin Vargas, irmão de Getúlio Vargas, seria sócio do Joaquim Rolla. Segundo os historiadores, Joaquim seria um dos principais ‘apoiadores’ do partido comunista ligado a Getúlio Vargas. Ao invés de extinguir o partido comunista e gerar um grande desgaste político, foi mais fácil eliminar a fonte patrocinadora, que no caso eram os cassinos do Joaquim Rolla.

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